© 2019 por Lucas Christofer Mendes

Petisqueira Enawenê-Nawê

Projeto desenvolvido com Yuri Duarte Alves e César Rossi

A ideia aqui era de empregar um conceito de uma cultura indígena em um objeto do dia a dia, e a tribo escolhida foi a Enawenê-nawê, situada no Mato Grosso, sendo eles da família linguística Aruak. Este povo faz rituais onde oferecem alimentos para os espíritos. Nestes rituais, os espíritos que residem um patamar abaixo do que nós habitamos, entram em seus corpos e se nutrem através deles.  Para os Enawenê-nawê, o cosmos é dividido em 3 patamares.

 

O conceito foi empregado a uma petisqueira, utensílio doméstico escolhido pelo fato de que os índios fazem oferendas aos espíritos de outros planos, e não necessariamente pegam para si o alimento, ou seja, eles servem o alimento para terceiros.

 

A petisqueira possui grafismos que simbolizam cada patamar: um em vermelho sangue simbolizando o “Eno”, possuindo uma sequencia de círculos perfeitos; um simbolizando o plano terrestre, que possui florestas e montanhas; e o último que simboliza o plano escuro, um local de desordem que possui seres agressivos. Também contém espátulas que possuem suas laterais pintadas nas cores que simbolizam os patamares. Estas podem ser usadas para passar patês ou molhos nos petiscos.